O novo Mapa Judiciário ameaça fechar dezenas de Tribunais.Mais uma vez, o povo ameaça sair à rua pela defesa da manutenção destes equipamentos.
Já o tinha feito com as escolas, e depois disso, com os Centros de Saúde.
Convém conhecer o problema, na origem de todos estes males: despovoamento.
Sem pessoas, os serviços públicos tendem a encerrar. É tudo uma questão de tempo.
Não podemos ter aldeias com uma familia, um médico, um professor e um presidente de junta, se todos forem pagos pelos contribuintes.
Pelo lado do Estado, sabemos que as contas públicas não conhecem outra realidade (no periodo democrático) para além do Défice Orçamental, o que provocou um crescimento de 600% da dívida pública em percentagem do PIB, 1975-2010, conforme gráfico.
O crescimento da divida externa líquida entre 1996 e 2009 foi de 1000%, para o qual contribui em grande medida o endividamento com o crédito hipotecário, as PPPs e o sector empresarial do Estado.
A par da necessidade das medidas de repovoamento das áreas despovoadas, só possível com a instalação de empresas geradoras de riqueza e postos de trabalho, importa organizar respostas ao nível regional, sob pena de semearmos regiões-fantasma.
Todas as regiões portuguesas necessitam dos diversos serviços de apoio à população, mas tal não implica a replicação de todas estas infraestruturas pelos 308 concelhos portugueses.
O esforço das empresas portuguesas no reequilíbrio da balança comercial, consequência de políticas continuadas pelos últimos governos, não será suficiente para ultrapassar a actual conjuntura económica.
É urgente que o Estado consiga viver de acordo com as possibilidades da sua economia.