As estatísticas não enganam: O sector da Construção está em queda.
As associações sectoriais queixam-se da redução do investimento público. Mas o constrangimento que estão a viver não se deve à redução de 6 a 7% desse investimento. Deve-se à concentração de grandes contratos, deixando as médias empresas ao sabor do oligopólio.
O sector imobiliário vive o melhor de todos os momentos: Depois de duas décadas dedicadas à especulação da dívida hipotecária, hoje o mercado é dominado pela inovação.
São os extremos a dominar: soluções habitacionais low cost e os Design Buildings!
Hoje existem habitações tipo T2 em fibra ou madeira por 35.000 euros, isto é, menos de 80 salários minímos em Portugal.
É aqui que cresce a oportunidade. Criar soluções inovadoras de baixo custo para a Geração "casinha dos pais".
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Saturday, March 19, 2011
Wednesday, February 9, 2011
Indústria da Prototipagem
A euforia nos avanços nas tecnologias de informação e comunicação afectou uma parte significativa de recursos humanos globais.
Acreditámos que o nosso futuro estaria nas Software Houses e apostámos em excesso nessa "casa".
Desvalorizámos a indústria num pressuposto que a Europa de Leste e a Asia chamariam a sí essa função.
Hoje, diria que de forma legítima, olhamos com apreensão para essas "certezas".
Em Portugal temos várias características que em conjunto podem promover milagres: Um mercado pequeno e ávido de inovação; recursos humanos qualificados e disponíveis; "hospitalidade e tolerância religiosa" que nos permite interagir com todo o mundo.
Provavelmente já percebeu onde pretendo chegar: Prototipagem
Temos todas as condições para sermos um país de experimentação.
Aconteceu com a Via Verde, com o Multibanco, com os telemóveis pre-pagos e com milhares de outros produtos menos conhecidos. Parte deles não passou o teste do mercado, o que é normal.
Hoje somos o centro das atenções com a aposta na rede de abastecimento de viaturas eléctricas e na produção de energias renováveis. O futuro dirá do seu sucesso.
Identificada a oportunidade, questiono-me sobre envolvimento dos centros de educação e conhecimento para esta vocação: Estamos a implementar Fab Labs nas nossas escolas e universidades?
Próximo passo: Working Labs.
Acreditámos que o nosso futuro estaria nas Software Houses e apostámos em excesso nessa "casa".
Desvalorizámos a indústria num pressuposto que a Europa de Leste e a Asia chamariam a sí essa função.
Hoje, diria que de forma legítima, olhamos com apreensão para essas "certezas".
Em Portugal temos várias características que em conjunto podem promover milagres: Um mercado pequeno e ávido de inovação; recursos humanos qualificados e disponíveis; "hospitalidade e tolerância religiosa" que nos permite interagir com todo o mundo.
Provavelmente já percebeu onde pretendo chegar: Prototipagem
Temos todas as condições para sermos um país de experimentação.
Aconteceu com a Via Verde, com o Multibanco, com os telemóveis pre-pagos e com milhares de outros produtos menos conhecidos. Parte deles não passou o teste do mercado, o que é normal.
Hoje somos o centro das atenções com a aposta na rede de abastecimento de viaturas eléctricas e na produção de energias renováveis. O futuro dirá do seu sucesso.
Identificada a oportunidade, questiono-me sobre envolvimento dos centros de educação e conhecimento para esta vocação: Estamos a implementar Fab Labs nas nossas escolas e universidades?
Próximo passo: Working Labs.
Thursday, February 3, 2011
Geração Co(laborativa)
A participação profissional está em revolução!
Hoje, 30% dos trabalhadores estão online. Uma multinacional americana prevê que esse nr chegue a 50% nos próximos 2 anos.
É esta realidade que fará dispersar a população das metrópoles. É esta realidade que quebrou barreiras geográficas e estabeleceu pontes entre Trancoso, local de onde escrevo, e a sua cidade, onde lê este texto.
Porventura, associará este texto a um outro trabalho que está desenvolver e publicará amanhã, num site brasileiro p.e., uma reflexão mais evoluída deste fenómeno.
E nesse caso, será mais uma colaboração sem geografia.
Mas o ser humano é social. Precisa de ambiente para produzir!
Este quebrar de barreiras geográficas não significa que trabalhemos isolados "na garagem", num modelo que se popularizou como tele-trabalho.
Em França, esta tendência atingiu 10% da população activa nos anos 80. Mas a inércia instalou-se nestes trabalhadores que não retiravam o pijama durante o dia, nem a cabeça do frigorífico!
É por isso que a tendência de centros de trabalho partilhados está a crescer: Coworking Centers
Já não há produção individual como no passado. As redes colaborativas catalisaram mais e melhores resultados. Nem a própria competição, o Ala da Economia, escapou a esta tendência: Hoje vivemos em Coopetição!
Hoje, 30% dos trabalhadores estão online. Uma multinacional americana prevê que esse nr chegue a 50% nos próximos 2 anos.
É esta realidade que fará dispersar a população das metrópoles. É esta realidade que quebrou barreiras geográficas e estabeleceu pontes entre Trancoso, local de onde escrevo, e a sua cidade, onde lê este texto.
Porventura, associará este texto a um outro trabalho que está desenvolver e publicará amanhã, num site brasileiro p.e., uma reflexão mais evoluída deste fenómeno.
E nesse caso, será mais uma colaboração sem geografia.
Mas o ser humano é social. Precisa de ambiente para produzir!
Este quebrar de barreiras geográficas não significa que trabalhemos isolados "na garagem", num modelo que se popularizou como tele-trabalho.
Em França, esta tendência atingiu 10% da população activa nos anos 80. Mas a inércia instalou-se nestes trabalhadores que não retiravam o pijama durante o dia, nem a cabeça do frigorífico!
É por isso que a tendência de centros de trabalho partilhados está a crescer: Coworking Centers
Já não há produção individual como no passado. As redes colaborativas catalisaram mais e melhores resultados. Nem a própria competição, o Ala da Economia, escapou a esta tendência: Hoje vivemos em Coopetição!
Wednesday, February 2, 2011
Lusitanus Crisis Management (Desenrascanço)
"Os portugueses são emocionais, criativos, flexíveis/"desenrascados" e resilientes. Partilhamos cada uma destas características com outros povos, mas não o conjunto.
E isto é muita pólvora!"
Depois de ver o vídeo Migrações - Retratos do nomadismo contemporâneo, um excelente trabalho de Tiago Forjaz para a Fundação Calouste Gulbenkian, o tema do "Desenrascanço" retomou a minha atenção.
Quando se pretende definir as características do cidadão português, o "desenrascanço" é uma presença permanente. E como ocorre com todas as qualidades dos portugueses, é remetida para o pudor.
Qual o melhor momento para rentabilizar a capacidade de reagir a contratempos que o actual contexto de crise?
Estaremos à espera de um novo momento de fartura, com barões e baronesas à mesa do dinheiro dos contribuintes, para reinventar a economia nacional?
E isto é muita pólvora!"
Depois de ver o vídeo Migrações - Retratos do nomadismo contemporâneo, um excelente trabalho de Tiago Forjaz para a Fundação Calouste Gulbenkian, o tema do "Desenrascanço" retomou a minha atenção.
Quando se pretende definir as características do cidadão português, o "desenrascanço" é uma presença permanente. E como ocorre com todas as qualidades dos portugueses, é remetida para o pudor.
Qual o melhor momento para rentabilizar a capacidade de reagir a contratempos que o actual contexto de crise?
Estaremos à espera de um novo momento de fartura, com barões e baronesas à mesa do dinheiro dos contribuintes, para reinventar a economia nacional?
Friday, December 31, 2010
2011: Welcome to global entrepreneurs
Num contexto de falta de competitividade da economia portuguesa, visivel na balança comercial, Portugal precisa de repensar as suas vantagens competitivas no novo contexto económico.
Um mercado de reduzidas dimensões, ideal para uma estratégia de Country Concept (Zorrinho, Carlos 2008) e uma cultura de hospitalidade e tolerância religiosa, são a meu ver os condimentos base para o redesenho da competitividade nacional.
Muitos países estão a realizar "Call for projects" aos seus concidadãos, apoiando projectos de empreendedorismo e avaliando estratégias de reposicionamento económico.
Iniciativas que visam explorar o "conhecimento em rede", consequência da nova realidade tecnológica e social.
Mas acredito que poderemos ir mais longe: "Call for global entrepreneurs"
As nossas condições sociais permitem-nos projectar Portugal como um país de acolhimento de empreendedores globais.
Tal como já acontece no Algarve, onde muitos empreendedores ingleses e alemães escolhem o nosso país para residir, continuando a operar no mercado do seu país de origem.
É tempo de apostar na replicação deste modelo de desenvolvimento.
Um mercado de reduzidas dimensões, ideal para uma estratégia de Country Concept (Zorrinho, Carlos 2008) e uma cultura de hospitalidade e tolerância religiosa, são a meu ver os condimentos base para o redesenho da competitividade nacional.
Muitos países estão a realizar "Call for projects" aos seus concidadãos, apoiando projectos de empreendedorismo e avaliando estratégias de reposicionamento económico.
Iniciativas que visam explorar o "conhecimento em rede", consequência da nova realidade tecnológica e social.
Mas acredito que poderemos ir mais longe: "Call for global entrepreneurs"
As nossas condições sociais permitem-nos projectar Portugal como um país de acolhimento de empreendedores globais.
Tal como já acontece no Algarve, onde muitos empreendedores ingleses e alemães escolhem o nosso país para residir, continuando a operar no mercado do seu país de origem.
É tempo de apostar na replicação deste modelo de desenvolvimento.
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