Comemoram-se amanhã os 25 anos da assinatura da União Europeia.
Ainda estará na memória colectiva, muito do que se disse sobre esta adesão.
Gentes da cultura caricaturaram o acto como o fim da identidade portuguesa.
Hoje sabemos que quem não está na União Europeia, quer estar. Não para perder a identidade nacional, algo que nunca esteve em causa, mas pelas oportunidades do espaço europeu.
A livre circulação de pessoas, produtos e capitais neste território transforma a forma como os portugueses interagem na economia global.
Aos poucos, os vários blocos do mundo vão encontrando os seus modelos de posicionamento no mercado global(*):
- A América, um importante motor do MKT e das infra-estruturas de informação. (O reposicionamento estratégico do Brasil, como produtor agrícola no mercado global, também não deve ser desvalorizado);
- A Ásia, o centro da produtividade. Nas industrias tradicionais e nas industrias da informação;
- A África está condenada à riqueza dos recursos naturais, principalmente combustíveis;
- A Oceania, de todos o menos povoado, orientada para a valorização e extrativismo dos seus recursos naturais.
À Europa, com a sua longa história, tem cabido um posicionamento na Gestão da Informação e na exploração do conhecimento.
E é neste mercado que Portugal tem de operar. Encontrar sub sectores que permitam exportar, não apenas para a EU mas principalmente para fora dela.
Enquanto capital da hospitalidade e da tolerância religiosa, Portugal tem tudo a ganhar com a globalização.
Falta-nos compreender que esse objectivo é da responsabilidade de CADA UM DE NÓS e não de um colectivo abstracto.
Mãos à obra!
(*) Escrever em 1500 caracteres sobre o posicionamento económico de cada um dos continentes é um exercício assumido de imprecisão. Mas relevante para uma visão de conjunto.
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