Ontem foi anunciada a venda de 21% da EDP à companhia chinesa Three Gorges.
No séc XV, Portugal viveu um periodo de prosperidade graças às rotas intercontinentais que desenhou no globo terrestre.
Nesse período, ficou claro que a globalização encerrava a chave do sucesso para as economias participantes.
E Portugal foi beneficiário dessa oportunidade.
Depois disso, sucederam-se vários periodos belicistas que não trouxeram vantagens ao nosso país.
Hoje vivemos um mercado global. E Portugal - o país-conector - não tem tirado vantagem dessa característica.
A China já tinha demostrado interesse em reforçar as ligações com Portugal, no âmbito da compra da Dívida Pública.
Agora, e a pretexto da compra de uma participação na eléctrica nacional, avançou com uma estratégia integrada de dinamização.
Qual o potencial impacto do músculo financeiro chinês numa unidade inovadora à escala global no sector energético?
Friday, December 23, 2011
Monday, November 14, 2011
Oferta de Trabalho: Actores de Inovação (m/f)
Em Portugal, vivemos atormentados com a crise.
Esta crise é consequência da Globalização, isto é, o nosso país está a perder terreno no mercado global.
Enquanto país pequeno, não podemos comparar a nossa capacidade de produção aos países asiáticos.
Mas, enquanto país inovador e global, temos a capacidade para antever o futuro.
Por isso, o futuro pertence aos portugueses que tiverem a capacidade de o desenhar. Aos co-criadores da habitação a custos reduzidos, da mobilidade autónoma, dos novos utensílios (vulgo gadgets!) e dos novos produtos gourmet. Entre outros.
Os consumidores estão a mudar os seus comportamentos. Quem o compreender primeiro pode aproveitar essa vantagem competitiva.
Propostas de candidatura em http://workinglabs.org/
Esta crise é consequência da Globalização, isto é, o nosso país está a perder terreno no mercado global.
Enquanto país pequeno, não podemos comparar a nossa capacidade de produção aos países asiáticos.
Mas, enquanto país inovador e global, temos a capacidade para antever o futuro.
Por isso, o futuro pertence aos portugueses que tiverem a capacidade de o desenhar. Aos co-criadores da habitação a custos reduzidos, da mobilidade autónoma, dos novos utensílios (vulgo gadgets!) e dos novos produtos gourmet. Entre outros.
Os consumidores estão a mudar os seus comportamentos. Quem o compreender primeiro pode aproveitar essa vantagem competitiva.
Propostas de candidatura em http://workinglabs.org/
Sunday, November 6, 2011
O sucesso ao alcance de todos
Antes da "crise", o sucesso era um património de alguns: bancos; empreiteiros; grandes superficies; operadoras de telemóvel
Posicionaram-se num patamar superior à economia em que operam.
Hoje, ao verificar as cotações em bolsa das empresas destes sectores, verificamos que são o segmento frágil do sistema económico.
Quem está a crescer neste momento?
Não se encontra uma linha condutora. Mas, em muitos casos, são os "condenados" de outrora.
O futuro está nas mãos de quem tiver a capacidade de o desenhar.
O futuro não pertence a quem usa um iPhone, conduz um carro elétrico, consome produtos gourmet e veste Prada. O futuro pertence a quem idealiza e implementa estes produtos: Desenhadores de Futuros!
É nesse espaço democrático, sem barreiras sectoriais ou educativas, que reside o sucesso.
Posicionaram-se num patamar superior à economia em que operam.
Hoje, ao verificar as cotações em bolsa das empresas destes sectores, verificamos que são o segmento frágil do sistema económico.
Quem está a crescer neste momento?
Não se encontra uma linha condutora. Mas, em muitos casos, são os "condenados" de outrora.
O futuro está nas mãos de quem tiver a capacidade de o desenhar.
O futuro não pertence a quem usa um iPhone, conduz um carro elétrico, consome produtos gourmet e veste Prada. O futuro pertence a quem idealiza e implementa estes produtos: Desenhadores de Futuros!
É nesse espaço democrático, sem barreiras sectoriais ou educativas, que reside o sucesso.
Monday, August 8, 2011
Um país onde as cadeiras têm cola
Vivemos num país carregado de medos.
Raras vezes encontramos as pessoas com criatividade num lugar compatível.
É fácil encontrar um bom cartonista ou músico numa caixa de supermercado. Ou noutro qualquer lugar onde a criatividade seja irrelevante.
A sociedade amordaça-os. A nossa sociedade, isto é, "nós"!
Foi este o país que construímos. Um país onde parece que as cadeiras têm cola. Quem por lá se senta já não sai.
É este país que queremos para os nossos filhos?
Não será este o contexto que impede os nossos filhos de desenvolverem projectos profissionais de acordo com a sua ambição?
Raras vezes encontramos as pessoas com criatividade num lugar compatível.
É fácil encontrar um bom cartonista ou músico numa caixa de supermercado. Ou noutro qualquer lugar onde a criatividade seja irrelevante.
A sociedade amordaça-os. A nossa sociedade, isto é, "nós"!
Foi este o país que construímos. Um país onde parece que as cadeiras têm cola. Quem por lá se senta já não sai.
É este país que queremos para os nossos filhos?
Não será este o contexto que impede os nossos filhos de desenvolverem projectos profissionais de acordo com a sua ambição?
Wednesday, May 18, 2011
Polinização do Conhecimento
Quando escrevi no site oficial do Ano Europeu da Criatividade e Inovação sobre a necessidade de criar "software territorial", em complemento ao hardware já existente, o tema foi assimilado por dezenas de investigadores e, por estarmos próximos de eleições autárquicas, por centenas de candidatos a autarcas.
O então Ministro do Ambiente - Engº Francisco Nunes Correia - adaptou-o para a Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN); O Prof Ernâni Lopes dedicou ao tema o livro "O Papel das Cidades no Desenvolvimento de Portugal" (ed. SOL).
Hoje, muito daquilo que se escreve sobre esse tema é muito mais abrangente que o conceito inicial, quando o criei em 2 de Maio de 2009.
E esta é uma nova realidade: a globalização trouxe consigo a Polinização do Conhecimento!
Cada um de nós responde às centenas de estímulos diários, fruto daquilo que lê e observa, e catalisa uma nova ideia para alcançar um objetivo. No final e em coletivo, produzimos o mel, que é o empenho social para objetivos (que espero) comuns.
O então Ministro do Ambiente - Engº Francisco Nunes Correia - adaptou-o para a Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN); O Prof Ernâni Lopes dedicou ao tema o livro "O Papel das Cidades no Desenvolvimento de Portugal" (ed. SOL).
Hoje, muito daquilo que se escreve sobre esse tema é muito mais abrangente que o conceito inicial, quando o criei em 2 de Maio de 2009.
E esta é uma nova realidade: a globalização trouxe consigo a Polinização do Conhecimento!
Cada um de nós responde às centenas de estímulos diários, fruto daquilo que lê e observa, e catalisa uma nova ideia para alcançar um objetivo. No final e em coletivo, produzimos o mel, que é o empenho social para objetivos (que espero) comuns.
Wednesday, May 11, 2011
Islândia: "Eles perceberam que tinham de mudar a página"
Paulo Pena, jornalista da revista Visão, realizou uma reportagem sobre a Islândia. (ver reportagem)
infoex: O que conhecias da Islândia antes da preparação da reportagem?
PP: Comecei a interessar-me por este trabalho quatro meses antes de o realizar.
infoex: Que sentimento associaste por parte dos islandeses ao corte com o passado? Foi pacífico?
PP: Foi pacífico e traumático. Eles perceberam que tinham que mudar a página, portanto mentalizaram-se para isso. Passaram de uma situação de abundância para quase carência. Eles tinham uma perspetiva de prosperidade que terminou abruptamente.
Eles têm um esquema de cheque-ensino, endividam-se durante a faculdade porque têm uma perspetiva de prosperidade que lhes permitia o fácil pagamento da dívida. Isso acabou abruptamente. É mais uma dívida a juntar à da casa.
Alguns até gostam deste novo estilo de vida. Adequam-no à luz dos seus valores.
infoex: Em que momento consideraste que aquilo que ocorreu na Islândia era impossível de acontecer em PT?
PP: Quando percebi a real dimensão do movimento. Não foi apenas a mudança de cúpulas políticas. O movimento começou na base. Não existe nenhuma força social suficientemente autonoma em Portugal para operar aquele tipo de mudança.
infoex: Qual a perspetiva islandesa sobre o contributo do imobiliário para a sua crise?
PP: A economia islandesa não tinha escala para crescer. Contraíram empréstimos porque os bancos vendiam o dinheiro. A primeira coisa em que contraiam empréstimos foi para as casas. Os seus preços dispararam. Uma das famílias com quem falei, a sua casa valorizou 40.000 euros num ano.
Entrevistei outra família que amortizava dívidas. É um caso raríssimo. Esses sabiam que os bancos não eram "amigos". Estavam ali para fazer negócio.
infoex: De que vive a economia islandesa?
PP: Os dois principais sectores são as Pescas e os Alumínios.
infoex: Foi difícil agendar uma reunião com o Presidente da República da Islândia?
PP: Não foi complicado, aliás, não foi tão difícil como em Portugal!
infoex: O que conhecias da Islândia antes da preparação da reportagem?
PP: Comecei a interessar-me por este trabalho quatro meses antes de o realizar.
infoex: Que sentimento associaste por parte dos islandeses ao corte com o passado? Foi pacífico?
PP: Foi pacífico e traumático. Eles perceberam que tinham que mudar a página, portanto mentalizaram-se para isso. Passaram de uma situação de abundância para quase carência. Eles tinham uma perspetiva de prosperidade que terminou abruptamente.
Eles têm um esquema de cheque-ensino, endividam-se durante a faculdade porque têm uma perspetiva de prosperidade que lhes permitia o fácil pagamento da dívida. Isso acabou abruptamente. É mais uma dívida a juntar à da casa.
Alguns até gostam deste novo estilo de vida. Adequam-no à luz dos seus valores.
infoex: Em que momento consideraste que aquilo que ocorreu na Islândia era impossível de acontecer em PT?
PP: Quando percebi a real dimensão do movimento. Não foi apenas a mudança de cúpulas políticas. O movimento começou na base. Não existe nenhuma força social suficientemente autonoma em Portugal para operar aquele tipo de mudança.
infoex: Qual a perspetiva islandesa sobre o contributo do imobiliário para a sua crise?
PP: A economia islandesa não tinha escala para crescer. Contraíram empréstimos porque os bancos vendiam o dinheiro. A primeira coisa em que contraiam empréstimos foi para as casas. Os seus preços dispararam. Uma das famílias com quem falei, a sua casa valorizou 40.000 euros num ano.
Entrevistei outra família que amortizava dívidas. É um caso raríssimo. Esses sabiam que os bancos não eram "amigos". Estavam ali para fazer negócio.
infoex: De que vive a economia islandesa?
PP: Os dois principais sectores são as Pescas e os Alumínios.
infoex: Foi difícil agendar uma reunião com o Presidente da República da Islândia?
PP: Não foi complicado, aliás, não foi tão difícil como em Portugal!
Monday, April 4, 2011
Observar, compreender, sintetizar, aplicar
"Não te rales, não te entales!" - dizia com voz paternalista o chefe de serviço de uma empresa pública de infra-estruturas de transporte.
Foi este o espírito que nos trouxe a um lugar desconfortável. Poucos sentiram a responsabilidade de cuidar da "coisa pública".
O dinheiro chegava na consequência directa da dimensão do problema.
E o "problema" cresceu.
O dinheiro não é apenas o fermento para as coisas boas.
O mercado é pequeno mas ávido de inovação. Um contexto excepcional para o desenvolvimento de novas soluções.
Este é o tempo do Einstein que existe em cada um de nós: Observar, compreender, sintetizar, aplicar.
Foi este o espírito que nos trouxe a um lugar desconfortável. Poucos sentiram a responsabilidade de cuidar da "coisa pública".
O dinheiro chegava na consequência directa da dimensão do problema.
E o "problema" cresceu.
O dinheiro não é apenas o fermento para as coisas boas.
O mercado é pequeno mas ávido de inovação. Um contexto excepcional para o desenvolvimento de novas soluções.
Este é o tempo do Einstein que existe em cada um de nós: Observar, compreender, sintetizar, aplicar.
Saturday, March 19, 2011
Crise na Construção, prosperidade na Imaginação
As estatísticas não enganam: O sector da Construção está em queda.
As associações sectoriais queixam-se da redução do investimento público. Mas o constrangimento que estão a viver não se deve à redução de 6 a 7% desse investimento. Deve-se à concentração de grandes contratos, deixando as médias empresas ao sabor do oligopólio.
O sector imobiliário vive o melhor de todos os momentos: Depois de duas décadas dedicadas à especulação da dívida hipotecária, hoje o mercado é dominado pela inovação.
São os extremos a dominar: soluções habitacionais low cost e os Design Buildings!
Hoje existem habitações tipo T2 em fibra ou madeira por 35.000 euros, isto é, menos de 80 salários minímos em Portugal.
É aqui que cresce a oportunidade. Criar soluções inovadoras de baixo custo para a Geração "casinha dos pais".
As associações sectoriais queixam-se da redução do investimento público. Mas o constrangimento que estão a viver não se deve à redução de 6 a 7% desse investimento. Deve-se à concentração de grandes contratos, deixando as médias empresas ao sabor do oligopólio.
O sector imobiliário vive o melhor de todos os momentos: Depois de duas décadas dedicadas à especulação da dívida hipotecária, hoje o mercado é dominado pela inovação.
São os extremos a dominar: soluções habitacionais low cost e os Design Buildings!
Hoje existem habitações tipo T2 em fibra ou madeira por 35.000 euros, isto é, menos de 80 salários minímos em Portugal.
É aqui que cresce a oportunidade. Criar soluções inovadoras de baixo custo para a Geração "casinha dos pais".
Sunday, February 27, 2011
Quem tramou os reformados?
Entre 1996 e 2010 a dívida externa líquida aumentou 1600%.
Infra estruturámos o país em nome do amanhã, mas sem pensar nele.
Isto significa que as próximas décadas vão estar ao serviço da dívida.
Num contexto de livre circulação, os trabalhadores vão deslocar-se para onde lhes convier, isto é, para territórios com melhor relação entre os serviços sociais e os encargos fiscais.
Mas os encargos esperados com a dívida externa, promovida durante a vida activa dos novos reformados, terá de ser paga.
A redução drástica dos serviços sociais retirará competitividade social ao país que cobrará impostos à taxa mais alta no espaço europeu.
Presos a Portugal vão estar os reformados. Foi aqui que fizeram os seus descontos e será aqui que poderão reclamar os seus direitos.
Muitos deles, num impulso irreflectido, sugerem a emigração aos seus filhos!
Esquecem-se que sem descontos não há reformas.
Infra estruturámos o país em nome do amanhã, mas sem pensar nele.
Isto significa que as próximas décadas vão estar ao serviço da dívida.
Num contexto de livre circulação, os trabalhadores vão deslocar-se para onde lhes convier, isto é, para territórios com melhor relação entre os serviços sociais e os encargos fiscais.
Mas os encargos esperados com a dívida externa, promovida durante a vida activa dos novos reformados, terá de ser paga.
A redução drástica dos serviços sociais retirará competitividade social ao país que cobrará impostos à taxa mais alta no espaço europeu.
Presos a Portugal vão estar os reformados. Foi aqui que fizeram os seus descontos e será aqui que poderão reclamar os seus direitos.
Muitos deles, num impulso irreflectido, sugerem a emigração aos seus filhos!
Esquecem-se que sem descontos não há reformas.
Wednesday, February 9, 2011
Indústria da Prototipagem
A euforia nos avanços nas tecnologias de informação e comunicação afectou uma parte significativa de recursos humanos globais.
Acreditámos que o nosso futuro estaria nas Software Houses e apostámos em excesso nessa "casa".
Desvalorizámos a indústria num pressuposto que a Europa de Leste e a Asia chamariam a sí essa função.
Hoje, diria que de forma legítima, olhamos com apreensão para essas "certezas".
Em Portugal temos várias características que em conjunto podem promover milagres: Um mercado pequeno e ávido de inovação; recursos humanos qualificados e disponíveis; "hospitalidade e tolerância religiosa" que nos permite interagir com todo o mundo.
Provavelmente já percebeu onde pretendo chegar: Prototipagem
Temos todas as condições para sermos um país de experimentação.
Aconteceu com a Via Verde, com o Multibanco, com os telemóveis pre-pagos e com milhares de outros produtos menos conhecidos. Parte deles não passou o teste do mercado, o que é normal.
Hoje somos o centro das atenções com a aposta na rede de abastecimento de viaturas eléctricas e na produção de energias renováveis. O futuro dirá do seu sucesso.
Identificada a oportunidade, questiono-me sobre envolvimento dos centros de educação e conhecimento para esta vocação: Estamos a implementar Fab Labs nas nossas escolas e universidades?
Próximo passo: Working Labs.
Acreditámos que o nosso futuro estaria nas Software Houses e apostámos em excesso nessa "casa".
Desvalorizámos a indústria num pressuposto que a Europa de Leste e a Asia chamariam a sí essa função.
Hoje, diria que de forma legítima, olhamos com apreensão para essas "certezas".
Em Portugal temos várias características que em conjunto podem promover milagres: Um mercado pequeno e ávido de inovação; recursos humanos qualificados e disponíveis; "hospitalidade e tolerância religiosa" que nos permite interagir com todo o mundo.
Provavelmente já percebeu onde pretendo chegar: Prototipagem
Temos todas as condições para sermos um país de experimentação.
Aconteceu com a Via Verde, com o Multibanco, com os telemóveis pre-pagos e com milhares de outros produtos menos conhecidos. Parte deles não passou o teste do mercado, o que é normal.
Hoje somos o centro das atenções com a aposta na rede de abastecimento de viaturas eléctricas e na produção de energias renováveis. O futuro dirá do seu sucesso.
Identificada a oportunidade, questiono-me sobre envolvimento dos centros de educação e conhecimento para esta vocação: Estamos a implementar Fab Labs nas nossas escolas e universidades?
Próximo passo: Working Labs.
Monday, February 7, 2011
Deolinda, a estagiária!
O grupo musical Deolinda marcou a agenda com o tema "Que Parva que Sou", onde denuncia a "geração sem remuneração".
A que se deve o fenómeno de uma geração inteira com o futuro adiado?
Porque motivo existem tantas empresas suportadas em estagiários sem remuneração? Essas empresas estão a funcionar, ou a sobreviver à incapacidade dos seus lideres de responder aos novos modelos de negócio?
Considerarão esses "lideres" que o futuro passa pelo mix mão de obra gratuita com hierarquias cristalizadas?
E os nossos jovens? Porque não empreendem por conta própria num momento em que a sua mão de obra nao é valorizada ao serviço de outrém?
Porque esperam que D. Sebastião regresse do nevoeiro para lhes oferecer um posto de trabalho?
É tempo de reagir: É tempo de perder o medo de empreender por conta própria.
Se a formação formal é igual a tantos milhares de outros profissionais, já as competências informais são mais individuais. E a sua conjugação, torna cada individuo num profissional único para responder a uma necessidade específica da economia.
Actuamos?
A que se deve o fenómeno de uma geração inteira com o futuro adiado?
Porque motivo existem tantas empresas suportadas em estagiários sem remuneração? Essas empresas estão a funcionar, ou a sobreviver à incapacidade dos seus lideres de responder aos novos modelos de negócio?
Considerarão esses "lideres" que o futuro passa pelo mix mão de obra gratuita com hierarquias cristalizadas?
E os nossos jovens? Porque não empreendem por conta própria num momento em que a sua mão de obra nao é valorizada ao serviço de outrém?
Porque esperam que D. Sebastião regresse do nevoeiro para lhes oferecer um posto de trabalho?
É tempo de reagir: É tempo de perder o medo de empreender por conta própria.
Se a formação formal é igual a tantos milhares de outros profissionais, já as competências informais são mais individuais. E a sua conjugação, torna cada individuo num profissional único para responder a uma necessidade específica da economia.
Actuamos?
Thursday, February 3, 2011
Geração Co(laborativa)
A participação profissional está em revolução!
Hoje, 30% dos trabalhadores estão online. Uma multinacional americana prevê que esse nr chegue a 50% nos próximos 2 anos.
É esta realidade que fará dispersar a população das metrópoles. É esta realidade que quebrou barreiras geográficas e estabeleceu pontes entre Trancoso, local de onde escrevo, e a sua cidade, onde lê este texto.
Porventura, associará este texto a um outro trabalho que está desenvolver e publicará amanhã, num site brasileiro p.e., uma reflexão mais evoluída deste fenómeno.
E nesse caso, será mais uma colaboração sem geografia.
Mas o ser humano é social. Precisa de ambiente para produzir!
Este quebrar de barreiras geográficas não significa que trabalhemos isolados "na garagem", num modelo que se popularizou como tele-trabalho.
Em França, esta tendência atingiu 10% da população activa nos anos 80. Mas a inércia instalou-se nestes trabalhadores que não retiravam o pijama durante o dia, nem a cabeça do frigorífico!
É por isso que a tendência de centros de trabalho partilhados está a crescer: Coworking Centers
Já não há produção individual como no passado. As redes colaborativas catalisaram mais e melhores resultados. Nem a própria competição, o Ala da Economia, escapou a esta tendência: Hoje vivemos em Coopetição!
Hoje, 30% dos trabalhadores estão online. Uma multinacional americana prevê que esse nr chegue a 50% nos próximos 2 anos.
É esta realidade que fará dispersar a população das metrópoles. É esta realidade que quebrou barreiras geográficas e estabeleceu pontes entre Trancoso, local de onde escrevo, e a sua cidade, onde lê este texto.
Porventura, associará este texto a um outro trabalho que está desenvolver e publicará amanhã, num site brasileiro p.e., uma reflexão mais evoluída deste fenómeno.
E nesse caso, será mais uma colaboração sem geografia.
Mas o ser humano é social. Precisa de ambiente para produzir!
Este quebrar de barreiras geográficas não significa que trabalhemos isolados "na garagem", num modelo que se popularizou como tele-trabalho.
Em França, esta tendência atingiu 10% da população activa nos anos 80. Mas a inércia instalou-se nestes trabalhadores que não retiravam o pijama durante o dia, nem a cabeça do frigorífico!
É por isso que a tendência de centros de trabalho partilhados está a crescer: Coworking Centers
Já não há produção individual como no passado. As redes colaborativas catalisaram mais e melhores resultados. Nem a própria competição, o Ala da Economia, escapou a esta tendência: Hoje vivemos em Coopetição!
Wednesday, February 2, 2011
Lusitanus Crisis Management (Desenrascanço)
"Os portugueses são emocionais, criativos, flexíveis/"desenrascados" e resilientes. Partilhamos cada uma destas características com outros povos, mas não o conjunto.
E isto é muita pólvora!"
Depois de ver o vídeo Migrações - Retratos do nomadismo contemporâneo, um excelente trabalho de Tiago Forjaz para a Fundação Calouste Gulbenkian, o tema do "Desenrascanço" retomou a minha atenção.
Quando se pretende definir as características do cidadão português, o "desenrascanço" é uma presença permanente. E como ocorre com todas as qualidades dos portugueses, é remetida para o pudor.
Qual o melhor momento para rentabilizar a capacidade de reagir a contratempos que o actual contexto de crise?
Estaremos à espera de um novo momento de fartura, com barões e baronesas à mesa do dinheiro dos contribuintes, para reinventar a economia nacional?
E isto é muita pólvora!"
Depois de ver o vídeo Migrações - Retratos do nomadismo contemporâneo, um excelente trabalho de Tiago Forjaz para a Fundação Calouste Gulbenkian, o tema do "Desenrascanço" retomou a minha atenção.
Quando se pretende definir as características do cidadão português, o "desenrascanço" é uma presença permanente. E como ocorre com todas as qualidades dos portugueses, é remetida para o pudor.
Qual o melhor momento para rentabilizar a capacidade de reagir a contratempos que o actual contexto de crise?
Estaremos à espera de um novo momento de fartura, com barões e baronesas à mesa do dinheiro dos contribuintes, para reinventar a economia nacional?
Wednesday, January 19, 2011
Método Minnesota aplicado à Economia
Um dos métodos mais populares para o tratamento dos toxico-dependentes é o Minnesota, vulgarmente designado pelo método dos 12 passos.
Aos olhos dos toxico-dependentes, o seu problema não é a dependência da DROGA mas sim a falta de dinheiro para a adquirir.
É esse o seu foco: Arranjar dinheiro para manter o seu vício.
Muitos países vivem hoje o mesmo problema: A dificuldade de encontrar dinheiro para manter o seu "vício" a funcionar.
Nas pessoas, como na economia, o principio do tratamento começa por assumir a doença. Eis o primeiro passo. Eis o que nos falta.
O Método Minnesota: Onde está "DEUS" deve ler-se "Mercado"!
Aos olhos dos toxico-dependentes, o seu problema não é a dependência da DROGA mas sim a falta de dinheiro para a adquirir.
É esse o seu foco: Arranjar dinheiro para manter o seu vício.
Muitos países vivem hoje o mesmo problema: A dificuldade de encontrar dinheiro para manter o seu "vício" a funcionar.
Nas pessoas, como na economia, o principio do tratamento começa por assumir a doença. Eis o primeiro passo. Eis o que nos falta.
O Método Minnesota: Onde está "DEUS" deve ler-se "Mercado"!
Sunday, January 2, 2011
ReWork!
"Muita gente acha que não podemos fazer o que fazemos. Que o nosso êxito é apenas um acaso feliz. Que os nossos conselhos devem ser ignorados. Já nos acusaram de irresponsabilidade, negligência e - horror! - falta de profissionalismo.
Essas vozes críticas não compreendem como é que uma empresa pode rejeitar o crescimento, as reuniões, os orçamentos, os conselhos de administração, a publicidade, os agentes de vendas e o "mundo real"...e mesmo assim ter êxito."
in Rework, Ed. Lua de Papel, 2010
Essas vozes críticas não compreendem como é que uma empresa pode rejeitar o crescimento, as reuniões, os orçamentos, os conselhos de administração, a publicidade, os agentes de vendas e o "mundo real"...e mesmo assim ter êxito."
in Rework, Ed. Lua de Papel, 2010
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