Portugal acordou alarmado com a redução do PIB em 3,3%, sobre o trimestre homólogo.
Não é a notícia desejável para qualquer português, ainda menos para os desempregados, que reconhecem nestes dados o "monstro" que perturba a criação de novos postos de trabalho.
Em Junho de 2011, o país mudou de Governo e de estratégia.
Abandona o investimento público em nome dos custos da dívida externa.
Com menos investimento, cai o emprego no sector da construção e sobem os custos sociais.
Outros sectores, também sustentados no Estado, seguem-lhes as pisadas.
Numa economia global, cada região será avaliada pela sua balança comercial, calcanhar de Aquiles das economias mediterrânicas, pontualmente recompensadas através do turismo.
Enquanto a esquerda política reclama maior tributação às grandes fortunas e limites legais para os valores das reformas, a direita procura um Estado mais sustentável. E nesta discussão, define-se 80% das mensagens políticas. Pouco mais acrescentam.
Assim, o crescimento é apenas um indicador cego: só importa crescer se isso representar um ganho na balança comercial. Por isso, importa compreender que a liquidez nasce nos ganhos dessa balança.
Sem isso, a dívida externa não será amortizada.
E Portugal precisa de a liquidar, para recuperar a sua soberania.
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