Não pretendo responder totalmente ao desafio deste artigo, mas apenas acompanhar o leitor na reflexão.
Quais os factores que importam para a nossa qualidade de vida? Alimentação saudável? Companhia dos entes queridos? Conforto térmico? Reconhecimento profissional? Velocidade e ou Aventura?
Todos estes factores permitem ser satisfeitos com frações das atuais emissões carbónicas.
Podemos ter uma alimentação saudável sem os atuais niveis de consumo de carne animal, podemos visitar e ser visitados por aqueles que amamos sem a recurso a uma mobilidade a combustão, aquecer e arrefecer as nossas casas alimentadas a energia solar, desempenhar remotamente as nossas funções profissionais em contexto social e ambiental, que permitem melhores niveis de concentração e concretização que os colegas in office.
Podemos ter uma alimentação saudável sem os atuais niveis de consumo de carne animal, podemos visitar e ser visitados por aqueles que amamos sem a recurso a uma mobilidade a combustão, aquecer e arrefecer as nossas casas alimentadas a energia solar, desempenhar remotamente as nossas funções profissionais em contexto social e ambiental, que permitem melhores niveis de concentração e concretização que os colegas in office.
E claro, pedalar ou parapentear até que a garganta nos doa!
Acredito que não existe uma relação de proporcionalidade entre qualidade de vida e o nível de emissões de gases para a atmosfera.
Mas para conseguirmos atingir esses objectivos, precisamos de analisar aquilo que nos realiza e confrontar com as emissões que promove.
E chegaremos à conclusão que uma parte muito significativa das nossas emissões não impacta na qualidade de vida.
Esta reflexão leva-nos a outra, identificada através da análise do INE à dimensão das habitações em Portugal, que revela que mais de metade tem uma área superior 100 m2.
Ora, somos um dos países onde as habitações são mal construídas e termicamente ineficientes, e isso implica elevados niveis de energia para as manter confortáveis.
Se a população adulta portuguesa já se conformou com esta realidade, os jovens e os estrangeiros ainda não.
E por isso, encontramos nestes dois segmentos os clientes das Micro-Casas em Portugal: encontram o seu conforto em habitações móveis com ± 30m2 de área, instaladas em terrenos com alguns hectares de floresta ou pomares.
E por isso, encontramos nestes dois segmentos os clientes das Micro-Casas em Portugal: encontram o seu conforto em habitações móveis com ± 30m2 de área, instaladas em terrenos com alguns hectares de floresta ou pomares.
E se identifica neste texto uma linha condutora, o mesmo não acontece nas politicas públicas: proclama-se o combate às alterações climáticas mas mantém-se a legislação que promoveu uma tipologia de habitação que nos trouxe à insustentabilidade.
Não é um problema exclusivamente português nem sequer europeu: em todo o mundo atira-se para a ilegalidade quem procura um estilo de vida que terá de ser maioritário no mundo nas próximas décadas.
Não é um problema exclusivamente português nem sequer europeu: em todo o mundo atira-se para a ilegalidade quem procura um estilo de vida que terá de ser maioritário no mundo nas próximas décadas.

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